Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista • VUNESP 2026
Knowledge of a language enables you to combine sounds to form words, words to form phrases, and phrases to form sentences. You cannot buy a dictionary or phrase book of any language with all the sentences of the language. No dictionary can list all the possible sentences, because the number of sentences in a language is infinite. Knowing a language means being able to produce and understand new sentences never spoken before. This is the creative aspect of language. Not every speaker can create great literature, but everybody who knows a language can create and understand new sentences.
This creative aspect of language is quite easy to illustrate. If for every sentence in the language a longer sentence can be formed, then there is no limit to the number of sentences. If you know English, you have the knowledge to add any number of adjectives as modifiers to a noun and to form sentences with indefinite numbers of clauses.
All human languages permit their speakers to increase the length and complexity of sentences in these ways; creativity is a universal property of human language.
Our knowledge of language not only allows us to produce and understand an infinite number of well-formed (even if silly and illogical) sentences, but also permits us to distinguish well-formed (grammatical) sentences from ill-formed (ungrammatical) sentences – or non-sentences.
🔗 Texto adaptado de:
Fromkin, Rodman and Hyams, An Introduction to Language, 2013.
📌 Para responder à questão seguinte, considere o texto acima.
O conectivo que pode ser usado para relacionar as duas sentenças do terceiro parágrafo sem corromper o significado é
albeit.
since.
still.
however.
unless.
📊 Revisão da questão
🔎 Evidência textual e operação linguística
A resposta está fundamentada na seguinte passagem do texto original:
“All human languages permit their speakers to increase the length and complexity of sentences in these ways; creativity is a universal property of human language.” (Todas as línguas humanas permitem que seus falantes ampliem a extensão e a complexidade das frases dessas maneiras; a criatividade é uma propriedade universal da linguagem humana.)
A questão exige reconhecer a relação lógico-semântica entre duas proposições. A primeira descreve a capacidade das línguas humanas de produzir frases cada vez mais extensas e complexas; a segunda afirma que a criatividade é uma propriedade universal da linguagem humana.
Essas afirmações são compatíveis e admitem uma relação causal/explicativa. O conectivo since, quando empregado com sentido de because, expressa essa relação por meio de equivalentes como já que, visto que e uma vez que.
SINCE
— uma vez que / já que
Ao inserir o conectivo, é possível tornar explícita a relação pretendida, mantendo a ordem das duas proposições e preservando o sentido global.
since
creativity is a universal property of human language.
O teste decisivo consiste em identificar o vínculo entre as ideias antes de escolher o conectivo. Albeit, still e however introduziriam concessão ou contraste; unless acrescentaria uma condição negativa. Nenhuma dessas relações corresponde ao sentido pretendido no trecho.
🟢 GABARITO VERDÃO — B
since.
(Já que; uma vez que; visto que.)Empregado com valor causal, since estabelece a relação explicativa entre a capacidade criativa das línguas humanas e a universalidade dessa propriedade.
🧠 Régua das 7 Inteligências Cognitivas
01 — Localização: identificar as duas proposições do terceiro parágrafo.
02 — Vocabulário: compreender since, albeit, still, however e unless.
03 — Paráfrase: reconstruir o trecho com since, preservando a relação explicativa.
04 — Escopo: avaliar a conexão entre proposições, não apenas o significado isolado do conectivo.
05 — Evidência: relacionar a capacidade criativa das línguas ao caráter universal da criatividade linguística.
06 — Controle inferencial: rejeitar contraste, concessão e condição não sustentados pelo trecho.
07 — Decisão: selecionar B pela compatibilidade causal/explicativa.
📝 Análise das alternativas (Mapeamento dos Distratores)
A) albeit.
Classificação B3GE™: 11 — Distorção de Sentido (Distortion of Meaning).
Albeit expressa concessão, equivalente a embora ou ainda que. Introduziria uma relação concessiva que não corresponde à conexão explicativa pretendida. Além disso, sua construção típica não funciona como simples substituição de since entre duas orações independentes completas.
B) since. ✓
Classificação B3GE™: Correta — relação causal/explicativa.
Since, no sentido de já que ou uma vez que, permite apresentar a universalidade da criatividade linguística como explicação para a capacidade criativa compartilhada pelas línguas humanas.
C) still.
Classificação B3GE™: 11 — Distorção de Sentido (Distortion of Meaning).
Still, em uso contrastivo, equivale a ainda assim ou mesmo assim. Introduziria uma oposição ou persistência inesperada entre ideias que, no texto, se complementam.
D) however.
Classificação B3GE™: 11 — Distorção de Sentido (Distortion of Meaning).
However significa entretanto ou porém. Estabeleceria contraste entre a capacidade de ampliar frases e a universalidade da criatividade, embora as afirmações sejam semanticamente compatíveis.
E) unless.
Classificação B3GE™: 10 — Falso Requisito (False Requirement).
Unless significa a menos que e introduz condição negativa. Transformaria uma propriedade geral da linguagem humana em uma relação condicional que o texto não estabelece.
📌 Resumo B3GE™
Competência decisiva: reconhecer a relação causal/explicativa entre proposições e selecionar since com valor de because.
Fronteira taxonômica: Theme 08 — Discourse Markers; a compreensão textual auxilia, mas a competência avaliada é a seleção lógico-semântica do conectivo.
Armadilha central: escolher conectivos de contraste, concessão ou condição sem verificar a relação efetiva entre as afirmações.
🏷️ Classificação Final B3GE™
thematic: Lexical Context
theme: 08. Discourse Markers (Logical Connectives & Contrast / Concession)
contentTopic: 11. Education
subtheme: Causal Connectives & Logical Relations in Linguistic Creativity