It happens that the publication of this edition of the Oxford Advanced Learner’s Dictionary comes 250 years after the appearance of the first comprehensive dictionary of the English language, compiled by Samuel Johnson. Much has changed since then. The English that Johnson described in 1755 was relatively well defined, still essentially the national property of the British. Since then, it has dispersed and diversified, has been adopted and adapted as an international means of communication by communities all over the globe. English is now the name given to an immensely diverse variety of different usages. This obviously poses a problem of selection for the dictionary maker: which words are to be included in a dictionary, and thus granted recognition as more centrally or essentially English than the words that are left out?
Johnson did not have to deal with such diversity, but he too was exercised with this question. In his Plan of an English Dictionary, published in 1747, he considers which words it is proper to include in his dictionary; whether ‘terms of particular professions’, for example, were eligible, particularly since many of them had been derived from other languages. ‘Of such words,’ he says, ‘all are not equally to be considered as parts of our language, for some of them are naturalized and incorporated, but others still continue aliens...’. Which words are deemed to be sufficiently naturalized or incorporated to count as ‘parts of our language’, ‘real’ or proper English, and thus worthy of inclusion in a dictionary of the language, remains, of course, a controversial matter. Interestingly enough, even for Johnson the status of a word in the language was not the only, nor indeed the most important consideration. For being alien did not itself disqualify words from inclusion; in a remark which has considerable current resonance he adds: ‘some seem necessary to be retained, because the purchaser of the dictionary will expect to find them’. And, crucially, the expectations that people have of a dictionary are based on what they want to use it for. What Johnson says of his own dictionary would apply very aptly to The Oxford Advanced Learner’s Dictionary (OALD): ‘The value of a work must be estimated by its use: It is not enough that a dictionary delights the critic, unless at the same time it instructs the learner...’.
🔗 Texto adaptado de:
Widdowson, H. Hornby, A.S. 2010.
Para responder à questão seguinte, considere o texto acima.
No trecho “The English that Johnson described in 1755 was relatively well defined, still essentially the national property of the British”, a parte destacada mostra a distância entre a maneira como a língua inglesa era vista no século XVIII e como é vista agora. Tal mudança está refletida em vários momentos na BNCC, e um exemplo encontra-se em:
… a língua inglesa não é mais aquela do “estrangeiro”, oriundo de países hegemônicos, cujos falantes servem de modelo a ser seguido.
É esse caráter formativo que inscreve a aprendizagem de inglês em uma perspectiva de educação linguística, consciente e crítica.
… a oralidade também proporciona o desenvolvimento de uma série de comportamentos e atitudes.
O eixo Leitura aborda práticas de linguagem decorrentes da interação do leitor com o texto escrito.
As práticas de produção de textos propostas no eixo Escrita consideram dois aspectos do ato de escrever.
Questão 32 • Gabarito: (A)
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ENGLISH AS NATIONAL PROPERTY
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CONTEMPORARY CONCEPTION
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ENGLISH AS A LINGUA FRANCA
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HISTORICAL LANGUAGE OWNERSHIP
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BNCC: NOT EXCLUSIVELY THE LANGUAGE OF HEGEMONIC COUNTRIES
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ENGLISH AS A LINGUA FRANCA
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INTERNATIONAL CIRCULATION
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BNCC: ENGLISH AS A LINGUA FRANCA
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ALTERNATIVA A
01. Comando: identificar o excerto da BNCC que expressa a mudança histórica na concepção da língua inglesa, relacionando sua antiga associação aos britânicos à perspectiva contemporânea de língua franca.
02. Gatilho: reconhecer a expressão “still essentially the national property of the British” e o comando “Tal mudança está refletida em vários momentos na BNCC”, que exigem estabelecer uma correspondência entre concepção histórica de língua e orientação curricular.
03. Operação: interpretar a passagem de uma visão do inglês como patrimônio predominantemente britânico para uma concepção que reconhece sua circulação internacional e rejeita a centralidade exclusiva dos falantes de países hegemônicos.
04. Evidência: relacionar “the national property of the British” ao excerto da BNCC “a língua inglesa não é mais aquela do estrangeiro, oriundo de países hegemônicos, cujos falantes servem de modelo a ser seguido”, identificando a ruptura com a ideia de propriedade linguística nacional.
05. Relação: distinguir a orientação curricular sobre o estatuto internacional da língua inglesa das demais diretrizes da BNCC referentes à formação crítica, oralidade, leitura e produção escrita.
06. Exclusão: validar a alternativa A como correspondência conceitual, e não tradução literal, da transformação histórica apresentada. Confirmar que a perspectiva do inglês como língua franca desloca a centralidade normativa dos países tradicionalmente associados ao idioma.
07. Decisão: selecionar (A) e confirmar Theme 44 como competência predominante de reconhecimento e aplicação de diretrizes curriculares da BNCC. Theme 31 não prevalece porque a resposta exige relacionar o texto de apoio a uma orientação específica da política curricular brasileira; Theme 42 constitui uma competência relacionada, mas não o objeto principal solicitado.
✅ CORRETA — Curricular Policy Alignment & English as a Lingua Franca.
A alternativa expressa diretamente a transformação histórica solicitada. O texto caracteriza o inglês do século XVIII como “the national property of the British”, isto é, uma língua predominantemente associada aos britânicos. O excerto da BNCC questiona essa concepção ao afirmar que a língua inglesa não deve mais ser compreendida como pertencente exclusivamente ao “estrangeiro” oriundo de países hegemônicos, cujos falantes seriam os únicos modelos legítimos. A orientação curricular corresponde à perspectiva de English as a Lingua Franca, que reconhece a circulação internacional do idioma e a diversidade de seus usuários. A relação estabelecida é conceitual, não uma tradução literal. Confirma-se o gabarito oficial A.
❌ Distrator — 08 — False Association: Critical Language Education Versus Language Ownership.
A alternativa apresenta uma orientação legítima da BNCC sobre a dimensão formativa, consciente e crítica da educação linguística. Entretanto, não explicita a transformação histórica da concepção de inglês como propriedade de determinados povos para sua compreensão como língua de circulação internacional. A formação crítica pode contribuir para questionar hierarquias linguísticas, mas essa relação geral não substitui a correspondência específica solicitada pelo comando. O mecanismo do distrator é a associação entre uma diretriz curricular pertinente ao ensino de inglês e uma mudança sociolinguística que não está diretamente expressa no excerto.
❌ Distrator — 11 — Thematic Displacement: Oral Language Development Versus Sociolinguistic Status.
A alternativa descreve o desenvolvimento de comportamentos e atitudes por meio da oralidade. Embora pertença às orientações curriculares de língua inglesa, seu foco está nas práticas comunicativas e nos aspectos formativos da interação oral. O trecho não aborda a mudança histórica relativa à centralidade dos falantes britânicos ou de outros países hegemônicos. Também não estabelece uma relação específica com a concepção de inglês como língua franca. O mecanismo do distrator é o deslocamento temático de uma discussão sobre o estatuto sociolinguístico da língua para uma orientação sobre práticas de oralidade.
❌ Distrator — 11 — Thematic Displacement: Reading Axis Versus Language Ownership.
A alternativa apresenta a definição curricular do eixo Leitura, centrada na interação entre leitor e texto escrito. Trata-se de uma orientação relacionada à organização das práticas de linguagem na BNCC. Entretanto, não estabelece correspondência específica com a transformação histórica apresentada no trecho “the national property of the British”. O foco do comando é a mudança na concepção de pertencimento e legitimidade da língua inglesa, e não a definição das práticas de leitura. O mecanismo do distrator é o deslocamento da discussão sobre o estatuto internacional do inglês para a organização curricular do eixo Leitura.
❌ Distrator — 11 — Thematic Displacement: Writing Practices Versus English as a Lingua Franca.
A alternativa refere-se à organização das práticas de produção textual no eixo Escrita da BNCC. Embora o conteúdo seja curricularmente pertinente, não aborda a mudança de concepção da língua inglesa como patrimônio de países hegemônicos para uma perspectiva de língua franca. O excerto trata de aspectos do processo de escrita, enquanto o comando exige reconhecer uma orientação sobre a circulação internacional do inglês e a legitimidade de diferentes usuários. O mecanismo do distrator é o deslocamento temático de uma política de concepção linguística para uma diretriz de produção textual.
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NATIONAL PROPERTY OF THE BRITISH
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CONTEMPORARY BNCC PERSPECTIVE
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ENGLISH AS A LINGUA FRANCA
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QUESTIONING HEGEMONIC LANGUAGE MODELS
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ENGLISH AS A LINGUA FRANCA
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ALTERNATIVA A
theme: 44. Curriculum Design & Educational Policies (BNCC Guidelines & Language Policies)
contentTopic: 11. Education
subtheme: BNCC — English as a Lingua Franca & Language Ownership
Gabarito: (A) … a língua inglesa não é mais aquela do “estrangeiro”, oriundo de países hegemônicos, cujos falantes servem de modelo a ser seguido.