VUNESP 2025 • Inglês • Pref. Sertãozinho/SP • Professor (PEB II) • Questão 32

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Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista • VUNESP 2025 • Questão Comentada
Inglês • Prefeitura Municipal de Sertãozinho (Pref. Sertãozinho/SP) • Professor (PEB II)
32
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VUNESP 2025 • Inglês • Pref. Sertãozinho/SP • Professor (PEB II)
🎓 ELT Methodology | 44. Curriculum Design & Educational Policies (BNCC Guidelines & Language Policies) | 11. Education
           It happens that the publication of this edition of the Oxford Advanced Learner’s Dictionary comes 250 years after the appearance of the first comprehensive dictionary of the English language, compiled by Samuel Johnson. Much has changed since then. The English that Johnson described in 1755 was relatively well defined, still essentially the national property of the British. Since then, it has dispersed and diversified, has been adopted and adapted as an international means of communication by communities all over the globe. English is now the name given to an immensely diverse variety of different usages. This obviously poses a problem of selection for the dictionary maker: which words are to be included in a dictionary, and thus granted recognition as more centrally or essentially English than the words that are left out?
           Johnson did not have to deal with such diversity, but he too was exercised with this question. In his Plan of an English Dictionary, published in 1747, he considers which words it is proper to include in his dictionary; whether ‘terms of particular professions’, for example, were eligible, particularly since many of them had been derived from other languages. ‘Of such words,’ he says, ‘all are not equally to be considered as parts of our language, for some of them are naturalized and incorporated, but others still continue aliens...’. Which words are deemed to be sufficiently naturalized or incorporated to count as ‘parts of our language’, ‘real’ or proper English, and thus worthy of inclusion in a dictionary of the language, remains, of course, a controversial matter. Interestingly enough, even for Johnson the status of a word in the language was not the only, nor indeed the most important consideration. For being alien did not itself disqualify words from inclusion; in a remark which has considerable current resonance he adds: ‘some seem necessary to be retained, because the purchaser of the dictionary will expect to find them’. And, crucially, the expectations that people have of a dictionary are based on what they want to use it for. What Johnson says of his own dictionary would apply very aptly to The Oxford Advanced Learner’s Dictionary (OALD): ‘The value of a work must be estimated by its use: It is not enough that a dictionary delights the critic, unless at the same time it instructs the learner...’.

🔗 Texto adaptado de:
Widdowson, H. Hornby, A.S. 2010.

Para responder à questão seguinte, considere o texto acima.

No trecho “The English that Johnson described in 1755 was relatively well defined, still essentially the national property of the British”, a parte destacada mostra a distância entre a maneira como a língua inglesa era vista no século XVIII e como é vista agora. Tal mudança está refletida em vários momentos na BNCC, e um exemplo encontra-se em:

A

…  a língua inglesa não é mais aquela do “estrangeiro”, oriundo de países hegemônicos, cujos falantes servem de modelo a ser seguido.

B

É esse caráter formativo que inscreve a aprendizagem de inglês em uma perspectiva de educação linguística, consciente e crítica.

C

…  a oralidade também proporciona o desenvolvimento de uma série de comportamentos e atitudes.

D

O eixo Leitura aborda práticas de linguagem decorrentes da interação do leitor com o texto escrito.

E

As práticas de produção de textos propostas no eixo Escrita consideram dois aspectos do ato de escrever.

📊 Revisão da questão
VUNESP • 2025 • Prefeitura de Sertãozinho/SP • Inglês • Professor (PEB II)
Questão 32 • Gabarito: (A)
ENUNCIADO & RESPOSTA
Q32. No trecho “The English that Johnson described in 1755 was relatively well defined, still essentially the national property of the British”, a parte destacada mostra a distância entre a maneira como a língua inglesa era vista no século XVIII e como é vista agora. Tal mudança está refletida em vários momentos na BNCC, e um exemplo encontra-se em:
A
…  a língua inglesa não é mais aquela do “estrangeiro”, oriundo de países hegemônicos, cujos falantes servem de modelo a ser seguido.
B
É esse caráter formativo que inscreve a aprendizagem de inglês em uma perspectiva de educação linguística, consciente e crítica.
C
…  a oralidade também proporciona o desenvolvimento de uma série de comportamentos e atitudes.
D
O eixo Leitura aborda práticas de linguagem decorrentes da interação do leitor com o texto escrito.
E
As práticas de produção de textos propostas no eixo Escrita consideram dois aspectos do ato de escrever.
🔎 Leitura Orientada
A questão exige relacionar uma concepção histórica da língua inglesa a uma orientação curricular presente na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O comando não solicita apenas a compreensão literal de uma passagem em inglês. É necessário reconhecer qual excerto da BNCC expressa a transformação histórica no estatuto da língua inglesa. A passagem apresentada é:
The English that Johnson described in 1755 was relatively well defined, still essentially the national property of the British.
Tradução contextual: “O inglês que Johnson descreveu em 1755 era relativamente bem definido, ainda essencialmente uma propriedade nacional dos britânicos.” A expressão decisiva é:
still essentially the national property of the British
Tradução: “ainda essencialmente uma propriedade nacional dos britânicos.” Essa caracterização apresenta uma concepção histórica na qual a língua inglesa era associada predominantemente aos britânicos. A palavra property, nesse contexto, expressa uma ideia de pertencimento ou vinculação nacional. Não se trata de afirmar que a língua constituía literalmente um bem jurídico pertencente aos britânicos. A passagem caracteriza uma visão histórica de centralidade nacional na identificação da língua. A questão solicita reconhecer a transformação dessa perspectiva no contexto contemporâneo. O contraste é:
HISTORICAL CONCEPTION
↓
ENGLISH AS NATIONAL PROPERTY
↓
CONTEMPORARY CONCEPTION
↓
ENGLISH AS A LINGUA FRANCA
A perspectiva contemporânea de English as a Lingua Franca reconhece a circulação internacional do inglês entre pessoas de diferentes origens linguísticas e culturais. Nessa perspectiva, o idioma não é compreendido como patrimônio exclusivo de uma nacionalidade. Também não se pressupõe que os falantes de países historicamente associados ao inglês constituam os únicos modelos legítimos de uso da língua. A BNCC incorpora essa orientação ao tratar do ensino de língua inglesa na educação básica. A alternativa A apresenta:
“... a língua inglesa não é mais aquela do ‘estrangeiro’, oriundo de países hegemônicos, cujos falantes servem de modelo a ser seguido.”
Esse excerto expressa diretamente a mudança solicitada. A formulação “não é mais aquela do estrangeiro” afasta a ideia de que o inglês pertença exclusivamente a determinados povos. A referência aos “países hegemônicos” questiona a centralidade tradicional atribuída a países de grande influência política, econômica e cultural. A expressão “cujos falantes servem de modelo a ser seguido” identifica a concepção normativa que a orientação curricular procura superar. Assim, o excerto da BNCC corresponde ao contraste histórico apresentado no texto. A relação é:
THE NATIONAL PROPERTY OF THE BRITISH
↓
HISTORICAL LANGUAGE OWNERSHIP
↓
BNCC: NOT EXCLUSIVELY THE LANGUAGE OF HEGEMONIC COUNTRIES
↓
ENGLISH AS A LINGUA FRANCA
É importante reconhecer que a alternativa A não constitui uma tradução literal do trecho inglês. Trata-se de uma correspondência conceitual entre uma caracterização histórica e uma diretriz curricular contemporânea. A análise das demais alternativas confirma essa distinção. (B) Educação linguística consciente e crítica. A alternativa apresenta uma orientação legítima da BNCC sobre o caráter formativo da aprendizagem de inglês. Entretanto, não explicita a mudança de concepção relativa ao pertencimento nacional da língua e à centralidade de determinados grupos de falantes. (C) Oralidade e desenvolvimento de comportamentos e atitudes. A alternativa aborda os efeitos formativos das práticas orais. Embora seja pertinente ao ensino de inglês, não trata da transformação histórica do estatuto sociolinguístico do idioma. (D) Eixo Leitura. A alternativa define práticas de linguagem relacionadas à interação entre leitor e texto escrito. Seu foco está na organização curricular das atividades de leitura, não na concepção de inglês como língua franca. (E) Eixo Escrita. A alternativa trata das práticas de produção textual previstas na BNCC. Não estabelece a relação específica entre a antiga associação nacional da língua inglesa e sua circulação internacional contemporânea. O ponto decisivo é distinguir diretrizes curriculares genericamente relacionadas ao ensino de inglês da diretriz que responde exatamente ao contraste solicitado. Todas as alternativas tratam de aspectos curriculares. Entretanto, apenas a alternativa A aborda diretamente a mudança na concepção de pertencimento e legitimidade dos usos da língua inglesa. A síntese é:
ENGLISH: NATIONAL OWNERSHIP
↓
INTERNATIONAL CIRCULATION
↓
BNCC: ENGLISH AS A LINGUA FRANCA
↓
ALTERNATIVA A
A operação central consiste em relacionar a concepção histórica do inglês como língua predominantemente associada aos britânicos à orientação da BNCC que reconhece sua circulação internacional e questiona a exclusividade dos modelos linguísticos de países hegemônicos. Portanto, a alternativa correta é (A).
🟢 GABARITO VERDÃO: (A)
A alternativa (A) corresponde ao gabarito oficial. O excerto da BNCC afirma que “a língua inglesa não é mais aquela do ‘estrangeiro’, oriundo de países hegemônicos, cujos falantes servem de modelo a ser seguido”. Essa orientação contrasta diretamente com a caracterização histórica do inglês como “the national property of the British”. A correspondência está na superação da ideia de pertencimento nacional exclusivo e no reconhecimento do inglês como língua franca de circulação internacional.
🧠 Régua das 7 Inteligências Cognitivas:

01. Comando: identificar o excerto da BNCC que expressa a mudança histórica na concepção da língua inglesa, relacionando sua antiga associação aos britânicos à perspectiva contemporânea de língua franca.
02. Gatilho: reconhecer a expressão “still essentially the national property of the British” e o comando “Tal mudança está refletida em vários momentos na BNCC”, que exigem estabelecer uma correspondência entre concepção histórica de língua e orientação curricular.
03. Operação: interpretar a passagem de uma visão do inglês como patrimônio predominantemente britânico para uma concepção que reconhece sua circulação internacional e rejeita a centralidade exclusiva dos falantes de países hegemônicos.
04. Evidência: relacionar “the national property of the British” ao excerto da BNCC “a língua inglesa não é mais aquela do estrangeiro, oriundo de países hegemônicos, cujos falantes servem de modelo a ser seguido”, identificando a ruptura com a ideia de propriedade linguística nacional.
05. Relação: distinguir a orientação curricular sobre o estatuto internacional da língua inglesa das demais diretrizes da BNCC referentes à formação crítica, oralidade, leitura e produção escrita.
06. Exclusão: validar a alternativa A como correspondência conceitual, e não tradução literal, da transformação histórica apresentada. Confirmar que a perspectiva do inglês como língua franca desloca a centralidade normativa dos países tradicionalmente associados ao idioma.
07. Decisão: selecionar (A) e confirmar Theme 44 como competência predominante de reconhecimento e aplicação de diretrizes curriculares da BNCC. Theme 31 não prevalece porque a resposta exige relacionar o texto de apoio a uma orientação específica da política curricular brasileira; Theme 42 constitui uma competência relacionada, mas não o objeto principal solicitado.
📝 Análise das alternativas (Mapeamento de Restrições Sintático-Regenciais)
(A) …  a língua inglesa não é mais aquela do “estrangeiro”, oriundo de países hegemônicos, cujos falantes servem de modelo a ser seguido.

✅ CORRETA — Curricular Policy Alignment & English as a Lingua Franca.
A alternativa expressa diretamente a transformação histórica solicitada. O texto caracteriza o inglês do século XVIII como “the national property of the British”, isto é, uma língua predominantemente associada aos britânicos. O excerto da BNCC questiona essa concepção ao afirmar que a língua inglesa não deve mais ser compreendida como pertencente exclusivamente ao “estrangeiro” oriundo de países hegemônicos, cujos falantes seriam os únicos modelos legítimos. A orientação curricular corresponde à perspectiva de English as a Lingua Franca, que reconhece a circulação internacional do idioma e a diversidade de seus usuários. A relação estabelecida é conceitual, não uma tradução literal. Confirma-se o gabarito oficial A.
(B) É esse caráter formativo que inscreve a aprendizagem de inglês em uma perspectiva de educação linguística, consciente e crítica.

❌ Distrator — 08 — False Association: Critical Language Education Versus Language Ownership.
A alternativa apresenta uma orientação legítima da BNCC sobre a dimensão formativa, consciente e crítica da educação linguística. Entretanto, não explicita a transformação histórica da concepção de inglês como propriedade de determinados povos para sua compreensão como língua de circulação internacional. A formação crítica pode contribuir para questionar hierarquias linguísticas, mas essa relação geral não substitui a correspondência específica solicitada pelo comando. O mecanismo do distrator é a associação entre uma diretriz curricular pertinente ao ensino de inglês e uma mudança sociolinguística que não está diretamente expressa no excerto.
(C) …  a oralidade também proporciona o desenvolvimento de uma série de comportamentos e atitudes.

❌ Distrator — 11 — Thematic Displacement: Oral Language Development Versus Sociolinguistic Status.
A alternativa descreve o desenvolvimento de comportamentos e atitudes por meio da oralidade. Embora pertença às orientações curriculares de língua inglesa, seu foco está nas práticas comunicativas e nos aspectos formativos da interação oral. O trecho não aborda a mudança histórica relativa à centralidade dos falantes britânicos ou de outros países hegemônicos. Também não estabelece uma relação específica com a concepção de inglês como língua franca. O mecanismo do distrator é o deslocamento temático de uma discussão sobre o estatuto sociolinguístico da língua para uma orientação sobre práticas de oralidade.
(D) O eixo Leitura aborda práticas de linguagem decorrentes da interação do leitor com o texto escrito.

❌ Distrator — 11 — Thematic Displacement: Reading Axis Versus Language Ownership.
A alternativa apresenta a definição curricular do eixo Leitura, centrada na interação entre leitor e texto escrito. Trata-se de uma orientação relacionada à organização das práticas de linguagem na BNCC. Entretanto, não estabelece correspondência específica com a transformação histórica apresentada no trecho “the national property of the British”. O foco do comando é a mudança na concepção de pertencimento e legitimidade da língua inglesa, e não a definição das práticas de leitura. O mecanismo do distrator é o deslocamento da discussão sobre o estatuto internacional do inglês para a organização curricular do eixo Leitura.
(E) As práticas de produção de textos propostas no eixo Escrita consideram dois aspectos do ato de escrever.

❌ Distrator — 11 — Thematic Displacement: Writing Practices Versus English as a Lingua Franca.
A alternativa refere-se à organização das práticas de produção textual no eixo Escrita da BNCC. Embora o conteúdo seja curricularmente pertinente, não aborda a mudança de concepção da língua inglesa como patrimônio de países hegemônicos para uma perspectiva de língua franca. O excerto trata de aspectos do processo de escrita, enquanto o comando exige reconhecer uma orientação sobre a circulação internacional do inglês e a legitimidade de diferentes usuários. O mecanismo do distrator é o deslocamento temático de uma política de concepção linguística para uma diretriz de produção textual.
📌 Resumo B3GE™
A questão exige relacionar uma caracterização histórica da língua inglesa a uma orientação específica da BNCC. A expressão decisiva é:
still essentially the national property of the British
Essa formulação apresenta o inglês como uma língua historicamente associada de maneira predominante aos britânicos. A mudança contemporânea envolve o reconhecimento de que o idioma circula internacionalmente e não pertence exclusivamente aos falantes de determinados países. A alternativa A apresenta o excerto da BNCC que expressa diretamente essa transformação:
“... a língua inglesa não é mais aquela do ‘estrangeiro’, oriundo de países hegemônicos, cujos falantes servem de modelo a ser seguido.”
A correspondência central é:
HISTORICAL ENGLISH
↓
NATIONAL PROPERTY OF THE BRITISH
↓
CONTEMPORARY BNCC PERSPECTIVE
↓
ENGLISH AS A LINGUA FRANCA
A alternativa A trata da superação da centralidade exclusiva dos falantes de países hegemônicos. A alternativa B trata da dimensão formativa e crítica da educação linguística. A alternativa C trata do desenvolvimento de comportamentos e atitudes por meio da oralidade. A alternativa D trata da organização das práticas de linguagem no eixo Leitura. A alternativa E trata das práticas de produção textual no eixo Escrita. Todas as alternativas apresentam conteúdos relacionados à BNCC. Entretanto, apenas a alternativa A estabelece a correspondência específica entre a caracterização histórica do inglês e a mudança contemporânea de sua concepção sociolinguística. A distinção estratégica é:
LANGUAGE OWNERSHIP
↓
QUESTIONING HEGEMONIC LANGUAGE MODELS
↓
ENGLISH AS A LINGUA FRANCA
↓
ALTERNATIVA A
A competência predominante é Theme 44 — Curriculum Design & Educational Policies (BNCC Guidelines & Language Policies). A operação central consiste em reconhecer e aplicar uma orientação curricular específica da BNCC à interpretação de uma mudança histórica na concepção da língua inglesa. Theme 31 — Reading Comprehension (Localized Information & Paraphrasing) não prevalece porque a questão não se limita à recuperação de uma informação do texto de apoio. O candidato precisa relacionar a passagem histórica a uma diretriz curricular brasileira. Theme 42 constitui uma competência relacionada, pois a questão envolve a dimensão sociolinguística da língua inglesa. Entretanto, não prevalece porque o objeto diretamente solicitado é o reconhecimento de uma orientação da BNCC. A variável discriminatória é a correspondência entre a antiga concepção de pertencimento nacional do inglês e a orientação curricular contemporânea de língua franca. Portanto, a classificação em Theme 44 corresponde à competência efetivamente avaliada.
🏷️ Classificação Final
thematic: 🎓 ELT Methodology
theme: 44. Curriculum Design & Educational Policies (BNCC Guidelines & Language Policies)
contentTopic: 11. Education
subtheme: BNCC — English as a Lingua Franca & Language Ownership
Gabarito: (A) …  a língua inglesa não é mais aquela do “estrangeiro”, oriundo de países hegemônicos, cujos falantes servem de modelo a ser seguido.