FCC 2022 • SEDU/ES • Professor de Inglês • Questão 47

FCC
B3GE™ • Questão Comentada
Fundação Carlos Chagas • FCC 2022 • Questão Comentada
Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (SEDU/ES) • Professor de Inglês
47
B3GE™ • Concursos Públicos Questão
FCC 2022 • SEDU/ES • Professor de Inglês
📖 Reading & Interpretation | 40. Synthesis & Global Comprehension | 11. Education
           English spelling is ridiculous. Sew and new don’t rhyme. Kernel and colonel do. When you see an ough, you might need to read it out as ‘aw’ (thought), ‘ow’ (drought), ‘uff’ (tough), ‘off’ (cough), ‘oo’ (through), or ‘oh’ (though). The ea vowel is usually pronounced ‘ee’ (weak, please, seal, beam) but can also be ‘eh’ (bread, head, wealth, feather). Those two options cover most of it – except for a handful of cases, where it’s ‘ay’ (break, steak, great). Oh wait, one more… there’s earth. No wait, there’s also heart.
           The English spelling system, if you can even call it a system, is full of this kind of thing. Yet __(I)__ do most people raised with English learn to read and write it; millions of people who weren’t raised with English learn to use it too, to a very high level of accuracy.
           Admittedly, for a non-native speaker, such mastery usually involves a great deal of confusion and frustration. Part of the problem is that English spelling looks deceptively similar to other languages that use the same alphabet but in a much more consistent way. You can __(II)__ an afternoon familiarising yourself with the pronunciation rules of Italian, Spanish, German, Swedish, Hungarian, Lithuanian, Polish and many others, and credibly read out a text in that language, even if you __(III)__ it. Your pronunciation might be terrible, and the pace, stress and rhythm would be completely off, and no one would mistake you for a native speaker – but you __(IV)__ it.

🔗 Texto adaptado de:
From: https://aeon.co/essays/why-is-the-english-spelling-system-so-weird-and-inconsistent.

Para responder à questão seguinte, considere o texto acima.

Segundo o texto,

A

até falantes nativos de inglês têm problemas de pronúncia.

B

o maior problema de falantes não nativos de inglês é a pronúncia.

C

o sistema ortográfico do inglês reflete bem a pronúncia dessa língua.

D

é mais fácil passar por falante nativo em qualquer língua que não seja o inglês.

E

a pronúncia da língua inglesa é bastante assistemática.

📊 Revisão da questão
FCC • SEDU/ES • Professor de Inglês
Questão 47 • Gabarito: (E)
ENUNCIADO & RESPOSTA
Segundo o texto,
A
até falantes nativos de inglês têm problemas de pronúncia.
B
o maior problema de falantes não nativos de inglês é a pronúncia.
C
o sistema ortográfico do inglês reflete bem a pronúncia dessa língua.
D
é mais fácil passar por falante nativo em qualquer língua que não seja o inglês.
E
a pronúncia da língua inglesa é bastante assistemática.
🔎 Leitura Orientada
Esta é uma questão de síntese global. O candidato não deve procurar uma frase isolada que corresponda literalmente a uma alternativa. É necessário integrar os exemplos apresentados no texto sobre a relação entre ortografia e pronúncia.
Grafia semelhante → pronúncias diferentes → baixa previsibilidade sonora
A sequência -ough, por exemplo, pode apresentar diferentes realizações fonológicas. Isso demonstra que a escrita inglesa não permite prever de maneira simples e sistemática como determinadas palavras serão pronunciadas. O ponto central, portanto, não é afirmar que falantes nativos necessariamente têm problemas de pronúncia, nem que a pronúncia seja o maior problema dos não nativos. A questão é a irregularidade da relação entre escrita e som.
🟢 GABARITO VERDÃO: (E)
A alternativa E sintetiza a tese construída pelo texto: a pronúncia da língua inglesa é bastante assistemática, especialmente quando se tenta deduzi-la diretamente da ortografia.
🧠 Régua das 7 Inteligências Cognitivas:

01. Comando: identificar a conclusão sustentada pelo texto.
02. Gatilho: “Segundo o texto” exige fidelidade ao conjunto das informações apresentadas.
03. Operação: integrar exemplos de grafia e pronúncia.
04. Evidência: diferentes grafias produzem diferentes realizações sonoras.
05. Abstração: a relação ortografia–pronúncia apresenta baixa previsibilidade.
06. Exclusão: eliminar generalizações não sustentadas e a inversão da tese.
07. Decisão: (E) a pronúncia da língua inglesa é bastante assistemática.
📝 Análise das alternativas (Mapeamento de Restrições Sintático-Regenciais)
(A) até falantes nativos de inglês têm problemas de pronúncia.

❌ Distrator — Unsupported Generalization.
A alternativa transforma a discussão sobre a irregularidade da relação entre escrita e pronúncia em uma afirmação específica sobre problemas de pronúncia de falantes nativos. Essa conclusão não é estabelecida pelo texto.
(B) o maior problema de falantes não nativos de inglês é a pronúncia.

❌ Distrator — Unsupported Hierarchization.
A alternativa cria uma hierarquia — “o maior problema” — que o texto não estabelece. Uma dificuldade relacionada à pronúncia não pode ser transformada, sem suporte textual, na principal dificuldade dos falantes não nativos.
(C) o sistema ortográfico do inglês reflete bem a pronúncia dessa língua.

❌ Distrator — Thesis Reversal.
A alternativa afirma exatamente o contrário do princípio desenvolvido no texto. Os exemplos apresentados evidenciam que a correspondência entre ortografia e pronúncia do inglês está longe de ser plenamente previsível.
(D) é mais fácil passar por falante nativo em qualquer língua que não seja o inglês.

❌ Distrator — Overgeneralization.
A alternativa amplia indevidamente a discussão para “qualquer língua”. O texto trata especificamente das dificuldades relacionadas ao inglês e à sua relação entre ortografia e pronúncia.
(E) a pronúncia da língua inglesa é bastante assistemática.

✅ CORRETA — Holistically-Derived Conclusion — Global Synthesis.
A alternativa abstrai corretamente dos exemplos específicos a conclusão global do texto: a relação entre a representação escrita e a realização sonora do inglês apresenta elevada irregularidade, tornando a pronúncia pouco previsível a partir da grafia.
📌 Resumo B3GE™
A questão exige uma operação de síntese, não a simples localização de uma informação.
Exemplos específicos → integração das evidências → princípio geral → E
O texto apresenta diferentes situações que apontam para a mesma conclusão: a grafia inglesa não permite prever de maneira sistemática a pronúncia. A alternativa E é a única que transforma corretamente essa série de evidências em uma conclusão global.
🏷️ Classificação Final
thematic: 📖 Reading & Interpretation
theme: 40. Synthesis & Global Comprehension
contentTopic: 11. Education
subtheme: English Orthography, Pronunciation & Spelling-System Irregularity
Gabarito: (E) a pronúncia da língua inglesa é bastante assistemática.